Vida

              
                   

                                                           
            Terezinha Pinheiro Moreira nasceu na divisa entre os estados da Paraíba e Rio grande do Norte. Natural de Uiraúna- PB porque a cidade de Paraná-RN tem ruas que pertencem ao estado da Paraíba e Rio Grande do Norte. Nossa casa localizava-se na rua que pertence á Paraíba.
            Estudou quando criança em Uiraúna-PB, no Grupo Escolar Jovelina Gomes e aos treze anos interna no  Colégio Francisca Mentes, Catolé do Rocha-PB. Estudou direito na Faculdade de Sousa -PB porém deixou curso para se formar como Assistente Social, na Universidade Federal DE Campina Grande-PB.
  
                                             

                                                     
  







           Ao referir-se ao Colégio Francisca Mendes  ela mesma o descreve:  


          Era o Colégio Francisca Mendes, fundado por freiras franciscanas, onde estudava interna, no início dos anos da década de 1960, em Catolé do Rocha-PB, no alto sertão da Paraíba, na fronteira do Rio Grande do Norte.


          As aulas de Cantos, disciplina curricular não obrigatória, mas contagiante, pela frequência massiva das alunas de todas as séries do turno da manhã. As lembranças que povoam minha memória são boas. Hoje eu compreendo o quanto aprendi naquela época a amar o meu país, a ser cidadã brasileira. A grande musa das canções, a maestrina era uma freira alemã, muito branca, alta, elegante apesar do hábito longo, afilada, de óculos e de voz incomum, Madre Ismolda O.F. Aquelas canções ficaram profundas em meu ser sensível.

          Geralmente elas vêm a minha mente, às vezes uma, às vezes outra... E eu canto baixinho com coração para mim mesma, não com saudade, mas com o coração.




Terezinha Pinheiro começou o seu trabalho na EMATER-PB em Sousa-PB. Depois nas seguintes cidades. 
                  Nestas cidades ela semeou o seu grande amor pelo cultivo sustentável da terra e hoje podemos notar que a Paraíba é um dos estados que possuem uma das maiores produções de algodão orgânico e de produtos orgânicos. 

                                  Em Sousa-PB, Guarabira-PB, Itabaiana-PB, Ingá-PB, Pirpirituba -PB, Princesa Isabel-PB, Serra Branca-PB, Campina Grande -PB e João Pessoa-PB que lhe deram uma grande riqueza na troca de experiências com seus colegas de trabalho, técnicos e agricultores paraibanos.


   









Terezinha Pinheiro Moreira desde jovem era atuante nos movimentos estudantis e sociais. Foi da CUT-PB e segundo José Gilson Araújo e outros colegas ela foi uma das primeiras fundadoras deste sindicato e foi quem criou a sigla do SINTER-PB (Sindicato dos Trabalhadores de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba). Ele presenciou este momento. Foi também uma das primeiras formadoras de líderes sindicais do mesmo.


                                                                      

O Museu da Universidade de Campinha Grande , numa nota de pesar assim se expressou sobre Terezinha Pinheiro:


O Museu Interativo do Semiárido (MISA) da Universidade Federal de Campina Grande vem a público manifestar o mais profundo pesar pelo falecimento de TEREZINHA PINHEIRO MOREIRA ao mesmo tempo em que presta condolências a familiares e amigos enlutados pela irreparável perda ocorrida na última quinta-feira, dia 01/11/2012.
Terezinha Pinheiro
além de extensionista
social era uma grande artista plástica e adorava
trabalhar e mostrar o
Nordeste.
O Museu do Semiárido possui uma de suas belas obras: uma tela em
           abstrato intitulada "Seara Vermelha", motivo
nordestino, em massa acrílica e
óleo, uma homenagem ao grande escritor Jorge
Amado, como ela mesma escreveu
em dedicatória quando esteve no museu para
deixar sua arte doada ao acervo do
MISA.
Tela:
"Seara Vermelha"
Conforme
relato escrito pela própria
autora o tema Seara Vermelha:
"resume sentimentos deixados pela leitura desse
livro. Um depoimento literário sobre o
atraso do Nordeste, a opressão, a
fome, a exploração de todas as formas do seu
povo pobre e marginalizado.
Retrata os contrastes da riqueza das elites, a
omissão dos políticos, de
escritores, de latifundiários e a violência do
Cangaço no campo na época de
1918-1929. O sonho de libertação motivou levas de
famílias a partirem a pé, a
cavalo abrindo veredas no emaranhado de espinhos
até às estradas que levavam
ao Rio São Francisco. Depois, de barco a vapor...
Viagem sem volta para a
grande maioria delas. Destino, São Paulo, o Eldorado das
imaginações e
promessas de enriquecimento...”.
Grande profissional - Terezinha exercia o
Cargo de Extensionista Social da EMATER-PB e
atuava na região de Campina
Grande.




            Na sua trajetória estudantil e como assistente social era uma forte líder sindical... 




      Um de seus colegas José Elias da EMATER trabalhou com Terezinha no SINTER se expressou:  

           
       Terezinha Pinheiro foi para mim uma colega inesquecível, estivemos juntos durante longo tempo não só na luta de nossas atividades de Extensão Rural na EMATER-PARAÍBA, mas também, em nossas lutas sindicais junto ao SINTER/PB, ela sempre foi uma pessoa determinada, sempre na linha de frente em defesa dos mais humildes, principalmente do agricultor familiar. Com certeza DEUS NA SUA SAPIÊNCIA, já a recompensou pelo seu trabalho sério e dedicado em defesa dos mais pobres. Que DEUS a tenha em sua glória, jamais a esquecerei!

Abraçava esta causa que deixou escrita neste pequeno cartaz e guardada com carinho ao lado da foto:



"A fome denigre a pessoa humana e envergonha a nação".    

  Terezinha Pinheiro Moreira  

                    

 

Terezinha participava do Movimento dos Focolares e fazia parte do Movimento Humanidade Nova há tempos atrás e tinha voltado atualmente com um grupo  lançando no Projeto Cidade colhendo quase duas mil assinaturas na Paróquia Nossa Senhora do Rosário. Estava empenhada num projeto de humanização da cidade elaborou um Projeto para a Praça em frente à Igreja do Rosário na Prata - Campina Grande e entregou com o grupo, junto com as assinaturas recolhidas ao prefeito eleito de Campina Grande. E estava ajudando ao Natal solidário da terceira idade da Paróquia do Rosário.  Ela deu um testemunho vivo da perfeição na caridade cristã com seus familiares, na bondade e na harmonia de seu apartamento que deixou impecável. Até com lanchinho na mesa como se estivesse nos esperando. (Quando chegamos eu e meus sobrinhos Marcelo e Claudia, após o seu funeral). Um rastro de santidade: a perfeição. Eu tinha a impressão de está pegando em coisas sacras tal era a harmonia em cada parte, gavetas, guarda-roupa, etc.
 Com todos que me telefonaram, pelas mensagens, pelos que me visitava ela tinha tido um contato, uma visita antes de partir:

Tatica é a da esquerda
Tatica é casada com um primo nosso. Tatica teve um AVC e encontra-se mais em casa porque não anda sem o apoio de alguém. Terezinha chegando à Uiraúna- PB convidou - a para passar um domingo na cidade de Paraná-RN para que Tatica pudesse visitar seus familiares. Tatica mesmo com dificuldades foi incentivada e encorajada por ela a sair daquele leito e de casa. Tatica se sentiu tão amada com este seu gesto! Assim se expressou:

 Nunca mais tinha saído! Foi um dia de paraíso que passei ao lado dela. Ela com um cuidado esmerado o dia todo. Ela sempre me visitava logo. Assim que chegava...
 Pude perceber que somente uma pessoa imbuída do Espírito Santo poderia conduzir tudo, anotar, entregar e confiar a continuação de seus projetos a cada um.
Momentos do seu trabalho

                                  Desapego           

 Em várias situações. Também em relação aos bens na sua última visita a minha casa em Brasília ela dizia da alegria que sentiu em desfazer-se de muita coisa supérflua por ocasião de umas enchentes ocorridas na Paraíba.
Uma de suas característica era querer fazer o outro crescer, desenvolver-se. Como pessoa ou como trabalhe ou empresa.
No dia que Terezinha partiu para o céu eu estava no IML quando chegou um casal donos da Loja onde ela comprava materiais de construção, no Valentina, acompanhados de seu filho de mais ou menos dez anos. Até registrei no celular, mas como não sou boa na tecnologia perdi o registro deste momento... Fiquei impressionada como esta criança queria bem a Terezinha. Ele me dizia que Terezinha o incentivou a gostar da leitura e dos seus estudos... E gostava muito quando ela chegava na loja pois conversava sempre com ele lhe dando muitas dicas boas... (Dizia ele).
                                                                                                        

 Pequena biografia de Terezinha escrita em 1975

A autora eu desconheço:


 Sátiro Francisco, Maroquinha Pinheiro e Maria Revil e filhos
                                 A autora eu desconheço:
                                  Alda Elizabety- Biógrafa
                                                      Pernambucana de Bezerros - PE
                                                     João Pessoa, dezembro de 1975.  


MOREIRA, Terezinha Pinheiro, nasceu no dia 7 de setembro de 1946, numa quarta-feira, ás 22h00min, em Uiraúna-PB. Filha de agricultores, Sátiro Francisco Moreira e Maria Leopoldina Pinheiro. Sátiro sem ser do Governador e Leopoldina sem, ser do imperador...
Era uma criança bem nutrida e até aos três anos de idade não se sabia aonde era a sua cintura por ser bastante gorducha e também não tinha cabelos.
Aos dois anos, em sua casa adoeceram todos os seus irmãos de febre. Uma de suas irmãs chegou a falecer (Maria de Lourdes -11 anos). Sua mãe com medo que ela morresse fez promessa com Santa Terezinha, que seu nome fosse Terezinha do Menino Jesus, porém depois de crescida as colegas fizeram muita anarquia com seu nome e aos doze anos ela procurou a tabeliã de sua terra e mudou seu nome para Terezinha Pinheiro Moreira.

Nunca gostou de estudar por causa disso levou umas boas palmadas. Gostava muito de brincar com suas colegas de cozinhada, de armação de casa. Etc. Admira muito a literatura portuguesa e brasileira. Gosta muito de leitura. E ama muito a música. Sempre se dedicou aos esportes.

            Logo jovem começou a trabalhar na Loja Pernambucana e ANCAR (Antiga EMATER-PB). Tem pretensão de ser advogada e muita força de vontade quando quer atingir um objetivo. Luta para consegui-lo com otimismo e segurança. É uma pessoa de temperamento forte, muito sensível, muito humana, porém com os nervos á flor da pele... Não suportaria qualquer tipo de injustiça ou humilhação.
Enfim, Terezinha tem bons sentimentos, ama a natureza e tem princípios de pessoa bem brasileira, sem preconceitos de raça, político, religioso, econômico ou de ser. É torcedora do Flamengo, e gostaria de ser uma negra chamada Tereza.

Realiza com responsabilidade todas as tarefas que lhes são incumbidas. É excelente amiga, inteligente sem orgulho e ambição.
                                      Alda Elizabety- Biógrafa
                                                      Pernambucana de Bezerros - PE
                                                    João Pessoa, dezembro de 1975.  

  

Uma de suas característica era querer fazer o outro crescer, desenvolver-se. Como pessoa ou como trabalhe ou empresa.
No dia que Terezinha partiu para o céu eu estava no IML quando chegou um casal donos da Loja onde ela comprava materiais de construção, no Valentina, acompanhados de seu filho de mais ou menos dez anos. Até registrei no celular, mas como não sou boa na tecnologia perdi o registro deste momento... Fiquei impressionada como esta criança queria bem a Terezinha. Ele me dizia que Terezinha o incentivou a gostar da leitura e dos seus estudos... E gostava muito quando ela chegava na loja pois conversava sempre com ele lhe dando muitas dicas boas... (Dizia ele).
 Vando, o zelador do Edifício Santa Mônica onde ela morava em Campina Grande contou-me  o quanto Terezinha lhe ajudou quando ele enfrentou uns momentos de grande sofrimento após a morte de um tio.

  (Quando cheguei estas flores estavam lindas e recepcionavam a entrada da garagem.                                              
 Terezinha tinha um relacionamento fraterno com o pessoal da recepção do Bloco: Seu Pereira, Valdete e Vando.)

Seu Pereira estava na última vez. Quando ela foi para João Pessoa... Saiu muito feliz! 

            Eles não se cansavam de contar tantos fatos em que ao participar de suas vidas Terezinha os tinha presente. Era um lanchinho de vez em quando, o cuidado com a família deles. O carinho pelas plantas e como cuidar delas. Ela passava para eles.
  Valdete era uma delas. Começou também a pintar quadros e me dizia o quanto Terezinha a incentivou e ajudou no início lhe dando cavaletes, telas. Terezinha até dizia para Valdete que estava procurando um lugar para seu ateliê, pois no apartamento tinha o cheiro das tintas e dizia para Valdete:
 Lá pode ser seu lugar também!
Era característica sua ajudar o outro a crescer e realizar-se como cidadão em todos os sentidos. E como estes funcionários cuidam deste bloco e trabalham com amor!
           Terezinha colocava a   Palavra de Vida  no quadro que ficava na garagem, no mural da recepção e entregava a eles todo mês.
Presenciei nos quarenta dias que passei em Campina Grande - PB o quanto estes funcionários assimilaram esse espírito de fraternidade e serviço, edificados com a  Palavra. Homens novos como diz São Paulo. O homem revestido de Cristo. E Chiara afirmava que ambientes assim são como "pequenas estrelas", "células de vida" que irradiam a presença de Jesus ressuscitado, vivo entre os homens.

                             

            

Entrada do Edifício Santa Mônica, onde Terezinha residia.

                       A colhida e abrigo para uma família

             Encontrei-me com seu João num momento especial no IML de João Pessoa -PB. E não poderia deixar comunicar esta experiência de Terezinha com esta família:
                Terezinha morava em Campina Grande e estudava. Naquele período ela recebeu uma casa num bairro de João Pessoa. Ali ela conheceu esta família e acolheu nesta casa. Muitas vendo a situação desta família onde a bebida também fazia parte, ela não se cansava de acreditar neles que através do trabalho iriam conseguir mudar de vida.


                  Mesmo com o salário apertado Terezinha compra e por vários anos paga mensalmente pelo terreno, para esta família que hoje já é o lar que os abriga felizes e com os filhos encaminhados para a vida.
 

Lágrimas que se tornam música


            Depois que Terezinha partiu para o céu, fiquei entre Campina e Grande-PB e João Pessoa-PB.
Ao desmontar o seu apartamento vi realizado a frase do evangelho: “Sede perfeitos como vosso Pai é perfeito”. Tinha a impressão que tudo era sagrado pela organização de tudo... Não tinha nada fora do lugar... Dentro e fora dos móveis e da casa. E era lindo observar a simplicidade, só o essencial.

            No ano anterior um açude arrobou numa das cidades da Paraíba. E ela me liga feliz. Estou só com o essencial. Mandei tanta coisa para as pessoas que precisavam e estou tão feliz!
            Dizia-me:
            Faça você também assim. A gente fica tão livre!
             Nesta época ela viajou para o sertão com seu Euclides com o carro cheio de livros e armários para a Casa Paroquial de Paraná-RN que foi palco da nossa infância pois queria ajudar a fazer uma Biblioteca comunitária para aquela cidade.

            Entre Campina Grande e João Pessoa depois que minha sobrinha partiu fiquei só. E eu não conhecia bem a cidade. Porém a organização da agenda de Terezinha era como um guia para mim... Por exemplo. Precisava de uma pessoa para transportar as coisas. Encontrei logo: Seu Euclides transporte.
           Ao ligar para seu Euclides ele e sua esposa ficaram profundamente sentidos.
           Combinei com ele a viagem para o sertão. Quando colocamos tudo no caminhão e íamos saindo do Valentina vieram-me as lágrimas... Entrei no carro segurando o pranto ao fechar a porta da casa agora vazia que era o seu refúgio, seu lugar de descanso, pois lá ela dormia bem e gostava muitos dos vizinhos e do Bairro Valentina de Figueiredo. (Ela dizia).


             Estava comigo também a Margarida que me ajudou em tudo...
Ao me sentar no carro envolta pela emoção Seu Enclides olhou para mim e já com um CD na mão. Falou-me:
                A senhora não chore. Sua irmã é uma santa. Pessoa de qualidade... Vou lhe contar agora a história desse meu CD.
Quando viajei com ela eu comecei a cantar as músicas de minha composição e ela deu-me uma aula sobre liderança e de como deveria lutar pelos meus sonhos.
           Ao voltar da viagem procurando agir como ela me incentivou comecei a participar do terço dos homens. Hoje sou o presidente do Terço dos homens na minha paróquia e sou sempre chamado pelo Padre para atuar em tantos momentos só não assumo outras atividades porque não posso. O padre vendo as composições que fiz pediu para compor uma música para os excluídos.

 Para concluir aqui está o CD que Dona Terezinha me incentivou a gravar.

            Fomos à viagem escutando o CD que foi como se Terezinha me dissesse:
            A minha vida continua nas pessoas simples que hoje são felizes pelo dom de suas palavras. Do seu jeito de parar para ouvir cada pessoa e depois fazer tudo para que cada um conquistasse os meios de prosperar e vencer na vida.
            Assim as minhas lágrimas se transformaram em música e alegria pela conquista do seu Euclides e de colher em cada momento que passei naquela cidade os frutos da vida de minha irmã. De sua vida que continua florescendo e sempre me proporcionando a fé que ela soube muito bem irradiar.

         Estas simples experiências refletem fleches de luzes deixadas por Terezinha Pinheiro que me faz vislumbrar uma verdadeira humanidade, deixada por ela ao seu redor... E era isso que ela deixou num de seu escritos: "Quando eu morrer". E a "Humanidade Nova" da qual ela fazia parte avança... A partir de cada um de nós. 

                                                                                                                    

 O chamado


            Uma jovem amiga de Terezinha contou-me que estava um dia na igrejinha da Praia de Jacumã - PB. E dizia-me o quanto Terezinha tinha influído nos rumos de sua vida para não deixa-la cair no pecado:

           Naquela época ela namorava a um rapaz o qual era casado.



     Diante de sua formação cristã ela sabia que era errado, mas não encontrava força para romper com aquele relacionamento.



         Assistia a missa ao lado de Terezinha num domingo pela manhã e no momento de receber Jesus eucaristia Terezinha levantou-se e virou-se para ela e disse: 
                Vamos!
         Aquele chamado expressivo de Terezinha a fez levantar-se e no percurso até o momento de receber Jesus ela com a alma disposta a recebê-lo, pedia a Deus força para romper com aquele relacionamento.

        Encontrando-se depois com este rapaz falou de sua experiência e pediu-lhe que voltasse para sua família.

        Ela me dizia que Terezinha nunca soube desta grande ajuda que tomou outra direção e Terezinha passou a fazer parte de sua vida. Sempre no dia de seu aniversário Terezinha era pessoalmente presente ou com uma lembrancinha. Terezinha partiu sem saber deste grande fruto, desta graça enorme em sua vida e de seu relacionamento com Deus.



                                        

                                            
    
           Terezinha olhou em sua volta e viu a Praça de Rosário - Prata - Campina Grande PB:
 
“Então pense e escreva seu projeto, depois procure em sua cidade outros como você que desejam transformar sua cidade numa linda cidade dos sonhos”.

Igreja do Rosário
Em frente ao apto de Terezinha.
Visão de sua sala.

                                                                                  
 
Terezinha olhou em sua volta e viu a Praça de Rosário- Prata - Campina Grande PB:
Duas senhoras da terceira idade haviam caído nesta praça e uma dela fraturou os dois punhos.


Terezinha Pinheiro procurou Padre Lourildo e na paróquia e foi formada uma comissão de várias pastorais.


Elaboraram um Projeto para a Praça do Rosário colhendo em vários encontros da cidade e na paróquia mais de duas mil assinaturas e depois entregaram ao Prefeito eleito de Campina Grande-PB pedindo a reforma da praça.
Terezinha Pinheiro Moreira participava do Movimento dos Focolares e fazia parte do Movimento Humanidade Nova e atualmente com um grupo lançando-se no Projeto Cidade estava ajudando no Natal solidário da terceira idade da Paróquia do Rosário- Campina Grande –PB.


PROJETO PROPOSTA DE REFORMA DA PRAÇA DO ROSÁRIO- Campinha Grande - PB.




Terezinha Pinheiro  Moreira


E DE APELO POR CAMPANHA DE EDUCAÇÃO BÁSICA E RETIRADA DO CONTAINER E DO LIXÃO DA PRAÇA DO RASÁRIO
ENDEREÇADA AOS CANDIDÁTOS A PREFEITOS
DA CIDADE DE CAMPINA GRANDE – PB, EM SETEMBRO DE 2012


I - IDENTIFICAÇÃO


NOME DA PRAÇA : Praça do Rosário

LOCALIZAÇÃO : Cruzamento das Ruas Rodrigues Alves
                                com Nilo Peçanha e João Machado,
                               Bairro da Prata, Campina Grande – PB.

SOLICITAÇÃO Dos moradores do Bairro da Prata, Abaixo Assinados

AO ÓRGÃO PÚBLIC: Prefeitura Municipal de Campina Grande – PB

II - JUSTIFICATIVA


a ) - A Praça do Rosário

A Praça do Rosário foi reformada em 2000 porem sem vigilância e conservação o espaço público está decadente, é inseguro, com constantes roubos e propício ao tráfico de drogas.



Anos atrás dona Terezinha Farias (+ de 70, falecida), moradora do Edifício Residencial Santa Mônica caminhava na praça quando caiu e quebrou a mão em função do piso da praça desigual e irregular e que ainda hoje o é, feito de pedras quebradas rejuntadas. Também as laterais da Igreja Católica e seus batentes oferecem riscos à população. Mesmo assim mães e pais dos bairros do Pedregal e da Bela Vista vêm com suas crianças para a praça e parque infantil a tarde, nos domingos e feriados.

O bairro da Prata é populoso e tem muitos idosos (as) em suas casas sem caminharem na praça (sem as condições de ir ao Parque da Criança ou ao açude Velho).

Além da praça inadequada, as famílias, as clínicas, hospitais e construtores com reforma no bairro trazem seus lixos e entulhos para frente da Escola Nossa Senhora do Rosário.

E por fim o poder público coloca um contêiner ora na Rua ora sobre a Praça do Rosário. Outras ruas também estão cheias de lixo e contêiner .. É este o destino correto do lixo ...? É assim que a cidade de Campina Grande será a cidade sustentável para os anos 2030, 2050? É assim que queremos salvar o Planeta?

Também as crianças da Escola N. Sra. do Rosário sem espaço ideal na praça, para as aulas de educação física, correm risco de saúde e físico. Mesmo assim mães e pais dos bairros do Pedregal e da Bela Vista vêm com suas crianças para o parque infantil no domingo à tarde.
Além do lixão, as grades são enferrujadas, quebradas, bancos arrancados, parque infantil envelhecido, árvores maltratadas, doentes, com cupins, galhos secos, jardins sem plantas, gramas e sem o público idoso que deveria ocupá-la...


(b) – Geração de renda

A Prata porem é o bairro polo da medicina Campinense, com serviços qualificados de saúde, hospitais, clínicas, consultórios e médicos especializados, gerando impostos.

Para ele convergem milhares de consumidores ano, de todos os bairros, municípios circunvizinhos, de outros municípios do Estado e de municípios de Estados vizinhos.

São consumidores da saúde que dão a este município considerável geração de renda, através do mercado em geral, das lanchonetes, bares, restaurantes, postos de gasolina, transportes e outros.

(c) – Ministério das Cidades

Em nível de Brasil foi criado o Ministério das Cidades a fim de melhor administrar recursos públicos diante de demandas de seus diferentes Estados e de suas populações. Portanto, com base na presente justificativa, nós os moradores e moradoras do Bairro da Prata e bairros circunvizinhos, vimos reivindicar - A revitalização da Praça do Rosário ao Poder Público Municipal, ao Ministério das Cidades, como Projeto de interesse coletivo dos cidadãos e cidadãs crianças, jovens, adultos, idosos, idosas na buscam de dignidade, cidadania, segurança, equilíbrio da saúde e qualidade de vida.

(d)– Aliança das Cidades e Cidadania

A Praça do Rosário, portanto é alvo da primeira proposta de Cidadãos e Cidadãs Campinenses como movimento internacional Aliança das Cidades nascido na Noruega, 2009, por Cidades Sustentáveis, endossada na Rio+20, que busca dos Poderes Públicos dignidade, cidadania e melhores condições de vida para um espaço público decente, seguro de encontros, caminhadas, práticas esportivas, lazer infantil e que transforme a Praça do Rosário num dos cartões postais da Cidade.

III - DESENVOLVIMENTO DA PROPOSTA

1 - OBJETIVO GERAL:

Requalificar a Praça do Rosário, como espaço público para lazer coletivo da população, bem como torná-la um dos cartões postais da cidade.

2 - OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

(a) - Requalificar a Praça do Rosário, nivelando o piso com antiderrapante, incluindo reforma de uma das laterais da Igreja Católica sem os batentes, instalando academia aberta ao público e modernizando o parque infantil;

(b) – Projetar a nova praça com canteiros menores e mais baixos para aumentar espaços livres, construindo um Coreto central coberto, com simbologia do “Rosário” ( ou seja, rosas que formam o ro-sá-rio... ) aberta às Celebrações Eucarísticas, cultos evangélicos, às festas cívico-esportivas e com bancos à sombra das árvores;

(c) – Melhorar o sistema de iluminação debaixo das árvores, de preservação da praça, de vigilância e de segurança ao público. (Crianças, jovens e idosos (as)

(d) – Tratar cupins, aguar as árvores sadias existentes, podar galhos secos e substituir as atrofiadas;

(e) – A Prefeitura deve fazer campanha de educação básica junto às famílias, para que coloquem o lixo diário de suas residências no horário mais próximo da passagem do Carro da Limpeza Urbana. Em último caso deve multar quem colocar seu lixo nas ruas e praças públicas e Escolas em geral; para isso pagamos IPTU e Taxa de Lixo;

(f) – Porque contêiner nas ruas e praças? A Prefeitura deve retirar o contêiner do entorno da Praça, da Escola do Rosário, bem como das outras ruas da cidade, a fim de tornar os espaços públicos de lazer mais atrativos e saudáveis.
           
COMISSÃO ARTICULADORA  DEMOCRÁTICA:

 Evelane, Diretora da EEEF Nossa Senhora do Rosário (83 8822-7154 )
 Maria Eli de Oliveira Queiroz, Pastoral do Idoso (83 8725-1202 )

 Vânia Semírades Lima Nóbrega, Pastoral do Idoso (83 3321-1320 )

 Denise Faria ( 83 3321- 5030 )

 Terezinha Pinheiro Moreira, ( Em memória) Ed.Res.Sta.Mônica e

articuladora das informações ( Humanidade Nova ) ( No céu),
Irmã em Brasília - 61 981999064).
Maria do Socorro Nunes, Edf. Res.Sta. Mônica

Grupo do Projeto da Praça do Rosário
Façamos parte deste movimento local e na perspectiva do sustentável e democrático do Planeta. Vamos reivindicar democraticamente a Proposta de Reforma da Praça do Rosário para satisfação de toda a coletividade.

Campina Grande – PB, agosto de 2012.

Observação:
 Foram colhidas mais de 2000 assinaturas entregues ao Prefeito eleito de Campina Grande -PB pela comissão vou procurar me informar sobre a reforma da mesma.