Diário

             





Apresentação

         Transcrevo páginas escritas da agenda de Terezinha. Ela escrevia após chegar de um trabalho ou de uma reunião. Farei aos poucos, pois são muitos... E quanta riqueza! Principalmente, depois que ela conheceu o Movimento dos Focolares.



     Da sua agenda: 

    Também este é um sinal de que estamos no caminho certo. Por isso continuemos testemunhando-o com coragem, também em meio ás provações, mesmo a custo da nossa vida. A meta que nos espera vale isto: o céu, onde Jesus, que nós amamos, nos testemunhará diante de seu Pai, por toda eternidade.

 

 


Dia 22/04/1980

            Cheguei do congresso de fundação do DR (Departamento Rural) da CUT – PB, com agricultores de toda Paraíba.


 Cheguei exausta. Dormi e acordei com seu João que veio fazer um trabalho.

     
Ouvi dois discos de Chico, Milton Nascimento, Djavan e Zezé Mota. Canções populares, retratos sociais musicados.
       Estava insatisfeita. Depois jantei e teve início o “fantástico”. Nem assim me tirou o profundo mal estar...        Armei minha rede e fui me queimar na leitura do Diário de Fogo de Igino Giordane. É um modelo de prática e de coerência. De sede de Maria e de compromisso. De atos concretos de amor. De presença de Jesus abandonado. Do “morrer por amor” ao Amor maior nas atitudes cotidianas.


       Também eu me identifico com este estilo de Vida de militância política na linha sindical. Também eu tenho sede de Maria. De me confundir com sua prática de mãe... Da humanidade sobre a força de expressão do Magnificat.

                                    Por J. A. em mim.

                                              Terezinha
                       

    








                                                                                                                                                

Quando eu morrer...




       Fisicamente, porque de outras mortes quantas vezes me fui... Soterrada nos vulcões materialistas.


Dispenso caixão granfino.

Enterrem-me em qualquer lugar deste planeta.


               Na terra, quero alimentar microrganismo, natureza e o Cosmo vão os Ideais de Humanidade Nova, a grande revolução da Obra de Maria, no interior das estruturas sócio- econômicas. É simples:


         Ter compromisso e esperança...

          Consumada, quero trasmontar sonhos neste chão. Evaporar da mãe terra a essência da liberdade e da justiça, um sonho da humanidade que luta.
                    Impregnar a ar e o céu das novas gerações com a certeza de Deus e o poder da eucaristia.

             Por Jesus Abandonado,
                            Campina Grande-PB/01/1988

Dia 29/04/1990



                 Estou chegando do Centro Mariápolis (De Recife) agora á noite. E escrevo as impressões que chegaram a minha alma até aqui. De fortaleza, pureza e santidade. Lá, no Centro é um lugar na terra que se parece com o céu. Um lugar contaminado de amore paz.


      Quando entro lá sobrecarregada de tensões faço meus colóquios para Maria, “minha madrinha de batismo” na capelinha porque ainda sou sem jeito para fazer colóquios com as focolarinas. Primeiro porque é muito complicado falar de tudo que faço. Segundo porque tudo que faço é frustrante demais. É político. As conquistas são mínimas. E talvez o meu “eu” se contente em me perder completamente no abandonado.


Talvez por isso também e mais a questão de uma alimentação irregular, meu físico é estressado, ressacado e tenso. Mas o exterior só agrada ás pessoas de certa convivência quando me expresso com os projetos do interior do meu ser. Aqueles que me caracterizam como uma cidadã e profissional de natureza e função política, isto é como extencionista que trabalha com Agricultores Rurais, militante sindical e partidária progressista, uma perspectiva cristã. O lado externo contrasta com o interno. O interno me faz feliz quando em contato, “unidade” com pessoas da Obra de Maria. Sozinha eu sou fraca, insegura e tenho medo.


     Cheguei forte. Pura e santa como procuro sempre. Mas, já encontro minha casa poluída pelo som estéreo em alto volume, do Parque do Povo. Mesmo assim quero manter os propósitos que fizemos lá: Fátima Dias, Ivete e eu de intensificarmos mais a vivência da Palavra de Vida em grupo, no trabalho e vida familiar. De viver só o presente. Com alegria. De ser toda hospitalidade em minha casa para com Desterro, Maria José, Nadeje e outras que virão passar dias de férias aqui, possivelmente em maio. Bem como outros que me procure. Quero retornar, Jesus, meu colóquio de construir a minha parte na Obra da Tua  Criação e do nosso Pai, aqui e agora escrevendo, lá no sertão, na praia e onde quer que eu esteja, na unidade contigo sempre.


                                       Terezinha




Dia 30/04/1990


Estou na casa de Dona Enedina. Colnete. É uma Comunidade Rural localizada no Oeste de Campinha Grande. È um Sítio muito agradável e verde. Reside aqui, um número aproximado de cinquenta famílias. E eu, após a reunião da Comissão Comunitária Municipal dop Projeto São Vicente, resolvi passar o feriado de 1º de maio junto dos Agricultores – no trabalho braçal. Entre nós existe uma relação de troca  de experiências pequenas que vivenciamos em nossos trabalhos diários. Aprendo o segredo desta vida calma e singela. Produtiva e longa. Construída de trabalhos rotineiros e santos, rumo a uma santificação da morte. Ensino plantas medicinais, do in, o debater e questionar políticas de  Humanidade Nova e o ler a Palavra de Vida. Começo a ser “voluntária” da Obra de Maria de forma livre e coerente.
                                      Terezinha


Dia 02/05/1990


22:00h
Pediram para eu escrever minha experiência. Estou pedindo ao Espírito Santo para me inspirar, “como” e “quando”. Estou rezando e colocando como proposta d’Ele. No mais profundo do nosso relacionamento, começo a perder todas as minhas vontades. Para dar espaço em mim ao Amor maior. Como folgo que destrói mas sem doer, sem sofrer, pelo contrário. Uma substituição simples, de propostas. De uma velha para uma clara e nova. Um ato de amor para com Ele em mim. Concretamente falando:

     Já não sinto vontade de comprar o supérfluo ou para estocar. Já não uso o carro exclusivamente para meus interesses.  Já não dirijo o carro com tanta velocidade pelas ruas. Paro o carro em meio ao trânsito, por exemplo, no correio e mando as pessoas atravessarem a rua, sob um sol quente e um “buzinasço” atrás de mim. Quando me lembro de grosserias que me fizeram, rezo uma “jaculatória” ( Como dizia minha Vó referindo-se ao PAI Nosso..., Ave Maria, Glória ao Pai). Na intenção do (a) Autor (a), sem ressentimento algum, mas amando e torcendo pra Deus o concertar. Como fez comigo.

      Há algum tempo, eu sofria. Hoje começo a ser Maria, a Mãe. A estar na cruz com o Filho, amando. A sorrir para as pessoas. Começo a fazer silêncio na minha alma e no coração. A fechar as janelas do mundo consumista. Da televisão. Tenho tempo para tudo. E começo a descobrir que Deus é poder e nos intui força mesmo assim fracos como somos.  Começo a fazer todo tipo de coisas que não fazia antes. Conserto telefone, roupa, carro.  Pinto coisas, porta e móveis. Faço comidas gostosas e cheirosas. E até leio e escrevo para Você. No mais profundo do nosso relacionamento, a eucaristia sinto uma alegria plena como nunca aconteceu antes. Cada dia mais. Como o tudo que eu precisava, faltava e chegou. É presente. Hoje, agora, Eu, você, Ele. Que escrevo. Que ler. Deus. Desprendimento. Liberdade. Brisa. Vida. Espírito Santo. Amor. Olha é simples. Reze. Trabalhe. Viva. Sorria. Acredite. Ame/ muito a todos. Esvazie o negativo. Queime as vontades humanas. Sinta as chamas do Amor de Deus, ele existe concretamente.  Tudo que queria dizer enfim, e que com Jesus em meio, o Espírito Santo irá me inspirar, a escrever a experiência e contar, um grande ato de amor a Ele em todos. Tudo no Teu coração, Jesus.

                                                                                              Terezinha
Reflexão:

             Do cartaz na Capela das Clarissas. Campina Grande-PB. 22/02/1988, 06h00min h.

                  Escrito na sobrecapa da AGENDA 1988.  

                                   “A fé, se não tem obras, é morta.”

                             “Maria meditava o Evangelho em seu coração.”

Terezinha escreveu para os que viajaram com ela para a Argentina:




Argentina
Foto: Terezinha Pinheiro
Caríssimos(as):

Primeiro, obrigada pelas mensagens e pelas fotos. Segundo, desculpem minhas informações retardatárias é que ja rodei o mundo resolvendo coisas para outra viagem de tres meses ao Centro-Oeste em dezembro.
Amei a turma maravilhosa que foi a Buenos Aires. Confesso que fiquei com saudades. Amei a Argentina pelo seu clima frio, pelo verde da floresta preservada, pela aula prática de História Geral de Eduardo e Gladis, guias turísticos em Buenos Aires, Tigre, Delta e Rio la Plata.
Foto: Terezinha Pinheiro
O povo argentino é muito parecido com o nosso e simultaneamente diferente, miscigenado de nativos, negros e europeus ( milionários ), porém marcado na alma pela música e dança do tango, exclusiva daquele pais, em síntese  paixão e saudade de suas raízes. E mais, encanta e  nos apaixona. 
                   Abraço a todos e todas, ate a próxima, seguem as fotos.
                                                         
                                                                          Terezinha Pinheiro Moreira
Página de uma agenda de Terezinha Pinheiro

" Você é o meu presente. Assim como Deus, és o amor".                           Terezinha P. Moreira 

                                    Do seus escritos


                                                            
Valentina -João Pessoa - PB.


Fugi das cidades para o bairro... Fiz a solidariedade com duas irmãs – uma operada e a outra que cuidava de tudo. Fiquei junto todo o período de carnaval, para alegria dos três e o abandonado que foi Ressuscitado, de volta para Campina Grande - escrevo com alegria e paz no coração.
                                Terezinha Pinheiro Moreira
“O abandonado”


            Expressão teológica de Chiara Lubich referindo-se ao momento em que Jesus mais sofreu.Dizia Chiara que foi  “quando abandonado por todos, até pelo próprio Pai gritou”:

                 “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste”?

          Para Chiara Lubich foi o momento em que Jesus mais amou. E em sua vida o amor foi  assim, em cada dor que se apresentava em sua vida... E ela nos conta que Deus como alquimia sempre transformou cada dor amada em amor. Seja nela ou no próximo. Não por amar a dor em si mesmo, porém lançando- se sempre no momento presente, sem possuir a dor do passado... Dessa forma, vivia Terezinha Pinheiro, sempre transformando no Ressuscitado... Por isso tenho fé que agora mais do que nunca ela já faz parte da "IGREJA TRIUNFANTE".
           Está no Ressuscitado como ela sempre dizia. Para nós vivermos com ela no Ressuscitado é estarmos sempre no Amor. "No amor a Jesus em cada pessoa". Tem revolução maior?


                               Tradução da sua letra pequena


Sobre o Valentina Figueiredo.




                                                                        

             Terezinha Pinheiro Moreira justifica 26 anos de casa no Valentina ( Local de sua tortura e martírio).
          A ideia de ser é mais forte que a de ter. Por isso justifica 26 anos de casa no Valentina, no refugiado silêncio da paz, da criatividade, da organização e da contabilidade despretensiosa - um encontro com a ventilação, com o simples, com o sol nascente, (casa em frente para o nascente), um bairro de trabalhador. Com o místico. O encanto com Valentina me fez refém de longos anos como clima de interior. Aqui nunca tive preocupação com o ter. Aqui recriei um bem-estar que veio do essencial – um cantinho de encontro com o eu divino = perto da natureza, do verde, do coqueiral tranquilo sem consumismo – de gente que trabalha que é feliz, que sorrir que sonham com vida- entre tantos sonhos e dificuldade - Valentina é o bairro e a casa de todos nós - um clima especial a 20 km em média do centro - 25 anos de boa energia equilíbrio do ser sem a preocupação com o ter sofisticação. Mas buscando a arte com a vida. Assim foi à casa do Valentina reformada e ampliada com as sobras, mas com a arte de construir os detalhes em sintonia com o agradável, com o simples artístico de muitas pessoas, profissionais do dia-a-dia, mas que faz com arte o simples ser belo.


            Até tempos atrás a gente assistia das janelas o sol nascer e o sol se por. Uma beleza que poucos assistiam.


Entre outras coisas boas encontrei aqui pessoas, bons vizinhos, acolhedores, sinceros, amigos como seu João, Valdo e Lourdinha, Carlinho e Adriana, Lourdes, Maria Dulcila, Seu Antonio e Carlos e Adriana com o nosso gato Severino. A arte do viver, saldar, cumprimentar os vizinhos, sorrir, conversar com eles algo que lhes interessa servi-los quando procurado.


Com arte a reforma de cada lance – aproveitamento de espaços (o banheiro), reaproveitamento de grades. As janelas de alumínio vasado para fluir a ventilação. Arquitetado saber empírico para a segurança. A sala de arte. A arte de ser pedreiro... Do ser pintor. Do ser eletricista. A arte de ser metalúrgica, a escada as grades, a alegria de ser honesto. Dom de ouvir sugestões, dar elogios - a verdade como tema para a vida.


            O bom do Valentina é respirar iodo da praia sobre uma Chapada. Há mais de 30 m (em média) de altitude do mar e seus 5 km distante.

          Terezinha  participava e tinha um carinho especial, dando o seu contributo para esta ONG paraibana:

                                           PATAC.


Para Marilen:


Ela estava em Uiraúna- PB e escreveu sobre uma das reuniões do PATAC:


Pátio do PATAC -20/12/1994 (Às 16h30min). 
                       Intercalo para cafezinho...


Sentia a harmonia da natureza e do coração coletivo.

Respirando, agradecia a Deus, entre outras coisas, por ocuparmos este espaço, desafiando todos os limites.

Oferecia o concreto e o abstrato do grupo. Os sonhos. As tarefas cumpridas. As dificuldades, não somente do Projeto Água Fonte de Vida, mas do cotidiano de nossas vidas...              

A crucifixão desta luta, desta morte presente... “O dom de nós mesmos transformados N’ELE...

E Deus parecia responder na tarde singela. Entre árvores, pássaros e sentimentos cruzados com raios de luz, brilhantes, vespertinos, castanhos...

Encontro de cores do sol, da terra e das almas, de ações somadas... Capazes de mudar o fundo de dominação desta história:

De dores de amores. Tudo que é vida e Ressureição... Em cada eu particular daquele que somos PATAC.

                                                Terezinha Pinheiro Moreira




11/06/1985
Após a uma missa na Igreja das Irmãs Clarissas 
Campina Grande – PB




Propósito da eucaristia de hoje na Capela das Clarissas:

Um pacto interior de viver o bem e o espiritual. Hoje renasce uma velha aspiração sobre-humana num diálogo do Eu com o eu.

- Que a mentalidade material se apague e acenda a luz do Espírito Santo em mim;

- Que o pensamento negativo seja bloqueado pelo construtivo;

- Que a vontade de fazer bons atos seja contínua;

- Se esvazie a alma das incoerências humanas;

- Que a alma tenha sempre pensamentos e desejos puros;

- Que o coração só deseje o bem do próximo;

- Que a paz transpasse a alma, o corpo e o coração;

- Que o caráter íntegro vença a sedução do consumismo;

- Que o aspecto exterior revele a beleza do natural;

- Que o organismo só deseje alimentos naturais e integrais;

- Cresça nas cabeças humanas atitudes, ideais e princípios de amor;

- Que a natureza apaixone a todos, coletivamente como uma canção de amor a terra.

- E rendam graças e submissão À Ordem do Universo, na Glória e Unidade ao Todo Poderoso Deus. ( És Tu, Jesus a minha única alegria e força).

       Escrito-1990.


(Encontrei justamente hoje 07 de maio de 2013, por acaso).
        Hoje, 07 de maio de 1990.


      
  São 22h00min.
        Estou me preparando para ir ao Sertão, dia 12/05/90.

        Uma passadinha no comércio e uma coisinha ou mais que me lembro de levar para mamãe ou para alguém do sítio... No máximo duas coisinhas resolvidas por dia. Sem me preocupar. Já à noite, costuro, transformo cortinas desbotadas (Mesmo já tingidas) em lençóis para as crianças do pessoal que mora com a gente (No sítio). Uma beleza, muito durável e útil. Tudo, tudo, trabalhado pessoalmente por amor ás pessoas, mas ampliado pelo Amor maior que vem D’Ele dentro de mim. Que no decorrer de um dia de atividade, uma após outra, aqui e ali no confronto a Jesus Abandonado, ora em mim ora no outro. Mas, “recomeçando sempre na atitude de amar a todos” até os nãos amigos.
               De manhã ao esperar em vão a presidente do CRT com seu Chico para militizarmos umas entidades públicas e civis do conselho; Ter quebrado o óculo ao abraçar Camila de Norma (Cinco anos, muito sapeca, mas amiga); Ao abrir e fechar as cancelas muitas vezes da área de Assentamento da Fazenda Velha para Milton que dirigia o carro da EMATER; Uma visitinha rápida ao pessoal de D. Anita no Rio Branco; E até aquele lápis que não escrevia no início destas anotações... Tudo por você Jesus em cada um.
               Mas aqui e ali também o encontro com Você Ressuscitado... Jesus que se repete neste momento na alegria de me dar. Ao escrever (estas) para a Obra de Maria, mas do hoje ao futuro.  A todos os companheiros de Chiara á distância. Deste meu quarto metade leito e metade biblioteca. Tudo porque não sobrou tempo, nem no final de semana que passou (Encontro do PT - Municipal sobre eleições 90). Nem no dia de hoje para encontrar companheiras de Humanidade Nova ou telefonar. Também porque sou uma contradição. Sinto falta do pessoal do Movimento nas práticas políticas onde me faço uma com todos, tenho sede por algo mais fraterno amável e puro como entre os companheiros do Focolari do que nesse companheirismo de competição entre as tendências internas do partido. Ser militante político na condição de trabalhador entre patrões exploradores e um mundo sem Deus é muito duro. É uma vida dura, grotesca. Lula é um bravo! A gente tem que morrer o “eu” e depois ser livre. Ter Deus como Ideal e liberdade. A libertação começa a partir da renúncia das mínimas vontades pessoais para viver as coletivas. Disto eu não tenho dúvida. Apenas repudio as brigas internas e sinto muita necessidade de Unidade... De aliados ao aliado Criador, com Jesus em meio...
            Falo resumindo os fatos e encerro pedindo apenas Unidade, com Jesus em meio à distância, com Chiara para tudo que faço e não sei detalhar para os outros a riqueza de momentos e constantes atos de Amor aos semelhantes no meu dia-a-dia. Por Amor ao Deus Eterno. Sinto que é forte e que Deus é mistério: Deus é Pai - Deus é filho e Deus é Espírito Santo. Que nos faz dar compreensão e silêncio de fora e de dentro de mim. De tudo que vejo, sinto respiro e faço, (escrevo) mas não sei falar...
               Hoje só Amo e todos os dias procuro ser fiel ao ideal de ser santa. Mesmo entre as pessoas e o mundo que me oferecem não raras vezes como oportunidade de pecar.
               Tudo pelo outro por Ele. Tenho sede de Amor e pouco sou amada. E por isto também sofro. Mas o Amor D’Ele é tudo. É Tudo...
               São 24h00min e acabo com pés e mãos muito geladas de frio. Preciso me aquecer. Conto Contigo Jesus nas pessoas com quem vou me articular amanhã. Também gostaria de escrever uma carta bem boa para Ti, na pessoa de ... (Dizer) que estou cansada escrevendo a tese de mestrado. Teu Espírito Santo dê clareza para ela...
               Pai Nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome e venha a nós o vosso Reino..
                    Boa noite dia 07..
                    E Bom dia, dia 08!

 

ENCONTRO DA NOVA CONSCIÊNCIA 2011
                                                         Terezinha Pinheiro Moreira


                                                          Campina Grande -PB
  Deus tem um plano todo especial para o Encontro da Nova Consciência, em Campina Grande – Paraíba, Brasil, em 2011. Neste Carnaval saí do comodismo pessoal e aqui estou a participar das atividades do grande encontro das diferentes Religiões do Planeta, como sejam os Budista, os Umbandista, os Hare Chystima, os Metodistas, dos povos Indígenas da Paraíba e os Representantes de mais de quinze outras Religiões Orientais e Ocidentais presentes, cujos nomes constam das listas de presenças diárias.

Com minha credulidade de fé e atitude ecumênica, assisti a tudo, a partir das dezoito horas de domingo, 06/03 até o final da Caminhada Ecumênica e Ecológica que teve início às quinze horas da tarde de quarta-feira, 09/03, em volta do canal em frente e ao lado do Sesc Centro, até próximo ao Prédio da FIEP, iniciando pelo lado direito e voltando pelo lado esquerdo, concentrando-nos todos os presentes na praça do contorno bem em frente ao Sesc Centro.



Ali, na praça do contorno, início da Av Floriano Peixoto, as pessoas chegavam da caminhada e se colocavam ao lado uma das outras, no grande círculo, numa atitude de respeito ao evento e aos líderes e Pastores das diversas Religiões presentes. Eles os Representantes, no momento solene, estavam num círculo central menor, em torno de 30, a maioria idosos, experientes, vestidos segundo suas tradições e costumes religiosos, inclusive os Indígenas. A saudação ao Planeta Terra era uma benção solene por cada Líder religioso, num resumo filosófico do seu movimento, invocando os poderes do Deus criador sobre a Mãe Terra. Nós os cidadãos do mundo presentes, acompanhávamos contritos, a fala dos líderes religiosos e a cada intervalo, cantávamos, dançávamos e pisávamos carinhosamente o solo que abrigava todos os povos e todas as religiões aos ritmos de tambores, violões, de palmas, de sentimentos solidários e de grande Unidade ao afinal do grande Encontro das diferentes Religiões, das diferentes formas e pelo mesmo caminho nos levavam ao mesmo Deus todo poderoso e Senhor do Universo.



Outra coisa do Encontro da NC é que ao encerrar, procurei aculturar um compromisso comigo mesma e com Ele o grande criador: pensar, viver e falar somente os positivos das atitudes interiores. Nova disposição psicofísica para caminhar, ler, escrever, sistematizar e viver a minha fé cristã amando mais os irmãos e irmãs ao meu redor, ao tempo em que serei mais participante dos eventos de minha Religião Católica. Prestar um serviço na Igreja do bairro em que eu resido é a meta. Proclamar a Palavra de Jesus em todas as ocasiões, ajudando de alguma forma a quem estiver precisando próximo a mim. Em fim o novo compromisso com a prática do viver quotidiano em todos os aspectos em defasa da Mãe Terra.



Descrever as impressões sobre o primeiro dia é muito importante. Sobre os recém-chegados participantes homens, mulheres e jovens, palestrantes, artesãs e artesãos de diferentes países, povos, raças, línguas, culturas, religiões, ali juntos, no recinto do SESC Centro, armando suas gôndolas, suas prateleiras de vendas, visivelmente cansados de suas longas viagens, porém felizes muito mais pelos reencontros pessoais do que pelas expectativas de vendas de suas mercadorias. Seus diferentes tipos de produtos e modelos orientais são marcantes no modo de vestir de seus líderes e seguidores como roupas femininas, vestidos, saias, blusas, essências, incensos, calças indianas, brincos, colares, adornos para cabeça, pescoço, e, principalmente muitos livros sobre as diferentes ideologias religiosas presentes, revistas, muitas essências e incensos a queimar, uma grande heterogeneidade de pessoas, de perfis, de rostos, de falas baixinhas diferentes a inteirar-se sobre os programas do evento, o Vigésimo quarto Encontro da Nova Consciência.
                                                         Terezinha Pinheiro Moreira
                                                          Campina Grande -PB
                     
                                                       I Parte



Trilha em AREIA -PB

Terezinha Pinheiro escreveu num de seus cadernos:
                      Sejam firmes, sejam fortes...
                     “Sejam... 
                            (1COR 16, 13-14)
 Vigilantes, permaneçam firmes na fé, sejam homens, sejam fortes.
                       Façam tudo por amor.
Comentário de uma leitura:
Tradução da sua letra pequena:


Primeira leitura do c. 31 e 32-78.
“Quando José terminou de falar a Moisés no Monte Sinai, entregou-lhes as duas tábuas da aliança; eram tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus.”



- Este ano irei rever os mandamentos que Jesus nos deixou para sermos - para eu ser sua seguidora, no meu dia-a-dia, proclamando a Palavra de Deus aos meus circunvizinhos.

Poesia para o seu papai.

Sátiro Francisco Moreira
Do alto de onde moro vejo serras lindas.
Nuvens distantes, afora visão da cidade.
O seu verde marcante a concentrar nuvens e céus além da visão do centro da urbe.
Ora de cinza abraçando-se terra e céus.
Da paisagem parcial leste da Borborema
Vejo o céu sobre minhas saudades.
Nesta manhã, dia dos pais, da varanda de onde moro.
Vejo o grande Pai Criador.
Aqui estou eu olhando os céus, as serras.
Agradeço a ele por mais um dia.
Olhando você papai você vivo na minha lembrança.

Lembro-me daquela atmosfera de céu


 Aqui da terra que era nossa casa, nossa família...




Homem alto, corpo proporcional, longos ombros, sem barriga.


Cabelos finos. Lisos claros, penteados para trás.


Homem simples, manso, rosto risonho, rosado, feliz!

Vestia para sair roupas bem passadas de linho e de algodão, bege, caque.
Mangas compridas de punho dobradas em duas vezes fazendo os gostos de minha mãe...
Em casa, de mangas curtas realçava braços fortes, mais bonitos.
Vejo meu Pai da terra meu gerador.
Na sua eternidade, eternizado em mim.
Agradeço aos três os dons da minha vida terrena.
Obrigada Deus pela vida!
Das origens que ficaram em mim junto aos de minha mãe, apesar de baixinha.
Aqui rezo e adoro.
O grande Jesus filho de Deus Pai criador.
Olhando o meu Pai, no céu do meu ser.
A dimensão do Cosmo.
A beleza deste universo sem fim.
Olhando o firmamento longe, desta via
Contemplando o céu além-cidade!
Encontro galáxias das minhas saudades...
Numa manhã de agosto.
Olhando bem longe a vida
E da minha mocidade.
Vi minha sensibilidade
Transformada em verso.
Hoje dia dos pais. Olho para você Papai!
Revejo a grandeza de Deus e de sua generosidade...
Olho os céus da minha vida, de meu Pai da terra, olho você.
Vejo sua imortalidade.
Como Pai e criador deste universo.
A dimensão deste cosmo e sua beleza sem fim.
Obrigada meu Deus por ótimo dia!
Os gens deixados em mim.
Caracteres físicos e psíquicos.
Uma compleição harmoniosa junto com os de minha mãe.
Obrigada meus pais pela Vida!
Por sua vida perpetuada.
Nos, irmãos José, Conceição.
Em seus netos Marcos, Claudia,
 Marcelo, Natália e Maria Tereza.
Em seus bisnetos  Rafael, João Eduardo, (Rafael e João Marcelo não tinha nascido ainda).
David e João Marcelo.
Obrigada meu Deus por toda minha vida.
Olhando você Papai, no céu de minhas lembranças.
Um homem simples, manso e risonho com as pessoas:
Sátiro Francisco Moreira.
Alto, largo, olhos castanhos e de claro, feições rosadas.
Era um pai bondoso!
Um esposo fiel e feliz!
Olhando o meu Pai vivo no céu das minhas lembranças.
Olho os céus da minha vida...
Olhando o meu Pai no céu do meu ser...
A dimensão do cosmo e a beleza deste universo sem fim.
O perfume daquele cravo que era você papai e os gens do teu amor se perpetuaram em mim, te amo!
                       Terezinha Pinheiro Moreira
                                 No seu último dia dos pais, em Campina Grande -PB.
                                                       Dia dos pais- 2012.  



                            
     






Mensagem de Terezinha Pinheiro para Aldeide e aos colegas de trabalho da EMATER-PB
                Aldeide sua colega e amiga da EMATER que é não só para Aldeide, mas estende-se aos seus colegas de trabalho da EMATER-PB como um agradecimento e uma despedida..
                                                    
    Aldeide Cadena 
           Campina -Grande -PB
                    EMATER-PB.
Grande colega Aldeide! 
             Aqui estou a cumprimentá-la gentilmente pela fortaleza que foi e é Você como pessoa e profissional! Talvez tenha passado pela Empresa sem ressaltar, enaltecer e agradecer devidamente a pontualidade, a qualidade e a eficácia dos seus serviços no contexto do Regional. Bem como de Todas e Todos que me deram contributos na troca de experiências nesta e nas Regiões por onde passei João Pessoa, Campina Grande, Serra Branca, P. Isabel, Itabaiana, Guarabira e Sousa (Ordem regressiva). Obrigada! E façamos parte de uma Nova Humanidade!
                                                                                                                                                       Aldeide Cadena 
                                                                                Campina -Grande -PB
                                                                                                                EMATER-PB.
       

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 Campina Grande-PB, 11 de julho de 2012.

  
 De sua Agenda em Campina Grande-PB


Hoje fiz uma revisão, lendo os textos da Palavra de Vida e do Jornal Mariápolis. Relembrei o momento em que a Palavra era “O meu alimento é fazer a vontade de Deus” e eu pedia a Deus para que ele deixasse claro qual a sua vontade sobre mim. Porque naquele contexto dos dias das experiências dos voluntários (as), eu senti uma “vozinha” e porque não ser voluntária. É que eu havia falado com o Pe Leonildo que gostaria de colaborar nos trabalhos da Paróquia do Rosário e ele disse procure a Nazaré... Que é de seu campo profissional, ou seja, Assistente Social. (Embora aposentada).
            Ao conversar com Nazaré ela me perguntava você reside aqui? Pode assumir atividades diárias? E aí veio o X do problema. Eu viajo muito, pelo menos por em quanto é o tempo na minha vida... Continuava cuidando de trabalhos pessoais e familiares que eram necessários e que a vida profissional ativa não me permitia realizarem. O certo é que dentro de mim só “Proclamava a Palavra com as pessoas”, as quais encontro é pouco – em grupo - como já havia iniciado antes. Ser o Ideal. Sendo mais objetiva como anos atrás participei de Humanidade Nova. (No Movimento Político pela Unidade).Porém, algumas dificuldades impediram minha participação – o período em que minha mãe veio morar comigo de... A 2001. Uma “experiente” de idade senil – ativa- e depois uma dificuldade de saúde comigo me tornei portadora de CA. Posteriormente  ficou curada.
            Tudo passou. E a vida continuava, porém tenho de ser vigilante com a minha saúde... Em função dessa vigilância reduzi tudo que é ativismo...
            Em câmera lenta, estou mais calma. Correndo menos, mas tocando as tarefas que o dia a dia da vida exige de mim.
            Hoje é Deus em primeiro lugar, mesmo que para os outros não pareça...
            Sentada num dos bancos do Parque da Criança, diante de uma natureza exuberante, o verde e a paz que encantam a todos se misturava na minha mente com as lembranças da Mariápolis – “O SIM AO AMOR DE DEUS”, como tema (muito parecido com as três últimas Palavras de Vida de Abril, Maio e Junho). Nesta manhã nublada e chuvosa, fria e silenciosa, aqui no Parque, eu pergunto – Glorioso Deus qual a tua vontade para comigo? – preciso do seu “discernimento” com o Espírito Santo.
Como uma bolha em branco eu ouvia aquela voz. Cuida desta gripe... Uma voluntária deve ser entre muitas coisas saudáveis.
Segundo vive a Palavra e depois leva Deus aos outros pela estrada da luz deixada por Chiara e suas companheiras, pela oração e a leitura da verdade como Jesus nos diz...
Terceiro, ser amor como Cristo aos que estiverem ao nosso redor... ”E por esta estrada vai e volte atrás jamais...”.
Vim para casa procurei logo escrever de fato aquilo que veio na alma no Parque.  Eram de repente dez horas...

         
Um mestre que ela gostava muito: Dom Helder